20 de jan de 2010

Livros com vampiros, mortos-vivos, zumbis, imortais e criaturas paranormais são os mais lidos

Pelo menos 17% dos livros vendidos nos EUA no ano passado falavam sobre vampiros ou mortos-vivos como zumbis e criaturas paranormais. O levantamento foi feito pelo jornal norte-americano “USA Today“, que elaborou uma lista das cem obras mais vendidas no país.

O ranking foi liderado pela série de Stephenie Meyer, autora de “Crepúsculo“, “Lua Nova”, “Eclipse” e “Amanhecer”. Em seguida, aparecem os livros de Charlaine Harris que inspiraram “True Blood“, série de TV criada pelo canal HBO.P. C. Cast, autora da série “House of Night” junto com sua filha, também é lembrada na lista.“Orgulho e Preconceito e Zumbis“, que modifica a obra de Jane Austen, também está presente no ranking. O texto foi adaptado pelo norte-americano Seth Grahame-Smith.
O “USA Today” mostra que vampiros, zumbis e criaturas paranormais ganharam espaço nas livrarias em 2009. No ano anterior (2008), eles representavam só 14% dos títulos. Em 2007, a participação era bastante pequena, só de 2%. A tendência é de que os sugadores de sangue sigam, em 2010, nesse mesmo caminho. “Eclipse” ganha adaptação cinematográfica em junho, despertando o interesse de quem ainda não foi “mordido” por esse febre literária.

Motivos - Especialistas tentam entender essa mania mundial de vampiros.
“O vampiro é o novo James Dean”, diz Julie Plec, autora e produtora executiva de “The Vampire Diaries” (Diários do Vampiros), série de TV americana baseada nos populares romances de L.J. Smith, sobre garotas colegiais e homens fatais. “Há algo tão silencioso e atraente nesses jovens predadores”, disse.
Os vampiros fazem parte de uma tradição antiga que remonta a Nosferatu e pelo menos ao Drácula de Bram Stoker. Anne Rice atualizou o gênero, introduzindo o vampiro aristocrático Lestat. Mas os mortos-vivos estão retornando como uma vingança, em parte porque “personificam ansiedades do mundo real”, disse Michael Dylan Foster, professor-assistente no departamento de folclore da Universidade de Indiana em Bloomington. “Especialmente nesta época de maior vigilância, no pós-11 de Setembro, representações como ‘Crepúsculo’ refletem uma espécie de mentalidade de teoria da conspiração, um temor de que haja alguma coisa secreta e perigosa acontecendo em nossa comunidade, embaixo de nossos narizes.”
A atração do vampiro “tem tudo a ver com a excitação de imaginar os monstros que poderíamos ser se nos permitíssemos”, sugeriu Rick Owens, um precursor da moda cujas coleções de tom gótico às vezes evocam os mortos-vivos. O controle dos impulsos é um tema que repercute especialmente na atual era de conflitos e recessão. “Os períodos de guerra, crise e turbulência econômica dão origem à produção de vampiros e à ficção fantástica”, disse Thomas Garza, presidente do departamento de estudos eslavos e eurasianos da Universidade do Texas em Austin e especialista na lenda dos vampiros.
“Com a recessão e a guerra, o conflito parece se voltar para dentro, enquanto questionamos nossa situação fiscal, política e moral. Fomos excessivos demais? Precisamos ser mais contidos? Parece que estamos novamente questionando esses valores fundamentais”, disse.

Eu acredito que seja pelo modo como as escritoras descrevem seus vampiros ou seres, a perfeição, existem os maus e os bons, as pessoas se sentem atraídas por esse tipo de difrença entre espécies, além de mostrar aquele amor eterno entre um ser e uma humana ou vice-versa.

Um comentário:

  1. realmente, muitos dos escritores de ficção com vampiros e seres imortais; vêm no público alvo, na maioria das vezes adolescentes, um meio de expor a ideia de que nossos problemas atuais tem a ver com seres "irreais", muitas das vezes é mais emocionante imaginarmos que podemos nos tornar algo divergente do "normal", talvez seja pelo fato de que tentamos nos refugiar nas imaginações que nos levam para outra realidade e supre nossa necessidade de viver intensamente sem temer o futuro, um romance eufórico, algo que todos almejamos no íntimo...

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